25/04

Publicado em Música, Pessoal | 28 Comentários

Iron Maiden: Flight 666

Agora é quase meia-noite de sexta, eu estava no cinema e acabei de chegar em casa.

Ia direto pra cama, mas eu TENHO que recomendar o filmaço que acabei de ver.

iron-cartazIron Maiden: Flight 666
(IMDb, Wikipedia, site oficial)

Não é bem um filme, mas um documentário que registra a turnê mais recente da banda Iron Maiden. Mostra os bastidores, piadinhas, viagens e claro, muita música de qualidade.

Mas tá, disso tem um monte. Várias bandas já fizeram um DVD assim.

Só que esse aqui é diferente.

  • Primeiro: é IRON MAIDEN.
  • Segundo: é no cinema, e não nessa tua telinha tosca.
  • Terceiro: sonzeira do Iron nas caixonas de som do cinema!

Só por isso já valeria a pena o ingresso.

Mas tem um detalhe que faz toda a diferença: o avião.

iron-aviao

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Boeing 757 Ed Force One

Os caras despirocaram e compraram alugaram um 757, pintaram, tiraram umas poltronas e fizeram caber ali a banda, toda a sua equipe e o equipamento completo (palco, instrumentos, luzes, cabos, tudo).

Pra completar, sabe quem é o piloto do avião? Bruce Dickinson, ele mesmo, o vocalista da banda.

iron-bruce

Vocalista e piloto!

Então olha que massa: a banda tem um avião pilotado pelo vocalista. Assim eles não dependem de companhias aéreas nem de horários fixos de voo. Com isso, conseguiram a façanha de fazer uma turnê mundial (Índia, Austrália, Japão, EUA, Canadá, México, Costa Rica, Porto Rico, Colômbia, Brasil, Argentina) com 23 shows em apenas 45 dias!

E os shows do Iron são completos, com cenário de palco, fogos de artifício, labaredas de fogo, fantasias, robô enorme do Eddie e por aí vai. Imagina o trampo de montar e desmontar tudo tantas vezes.

iron-palco

Show do Iron é SHOW de verdade!

Então o documentário segue mostrando a rotina de entra/sai do avião, hotel, preparação, e mostra trechos generosos dos “velhinhos” tocando os clássicos do Iron.

Massa que só tem música das antigas, nenhuma da nova fase “Blaze Bayley” e posterior. Então é uma porrada atrás da outra.

Lá estava eu no cinema, cantando, agitando a cabeça, tocando bateria e guitarra imaginária, levantando o punho… Esqueci do mundo. Era como se eu estivesse ali junto, no show. Nunca imaginei que um “filme” pudesse ser tão empolgante.

Fora os arrepios nos trechos em que a multidão canta em coro. É de secar a garganta e prender a respiração. Só quem já foi num show grande de sua banda preferida sabe a loucura que é estar no meio disso. Ramones na Pedreira me veio na memória agora.

Isso tudo sem contar que show do Iron é SHOW mesmo. Os caras não param quietos em cima do palco. Pulam, correm, sorriem, brincam, como deveria ser todo show de rock. Eles se divertem mesmo. O mais indignante é que eles tocam pra baralho, daí você olha os caras rindo ao fazer um solo complicadíssimo, parece tão fácil…

Enfim, FILMÃO.

Se você curte Iron, não perca a chance de ver esse filme no cinema. É absurdamente bom. Recomendo++

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=8_2h-vdaD68]
Veja o trailer

O lançamento mundial, com sessão única no Brasil foi agora dia 21, mas devido à procura fizeram duas sessões extras dia 24 (sexta) e dia 25 (sábado). E só, não vai ter mais.

Então se você está lendo esse texto no sábado, CORRA para garantir seu ingresso para hoje à noite!

E vá sem medo do escuro! :D

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30/01

Publicado em Barbada, Expressões Regulares, Livro, Música | 41 Comentários

Oi

Tudo bem?

Atualização em 02 de fevereiro de 2009:

Leitores mais atentos devem ter percebido a categoria “Barbada” neste texto. Bem, esta era uma promoção-enigma-surpresa, que ganhava quem adivinhasse a resposta certa. Explico: “Oi, tudo bem?” é o nome de uma música dos Garotos Podres, e ganhava quem completasse a letra. Prepare seus ouvidinhos e aperte o Play:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=nnhbRJxJrJY]

O leitor Jair Henrique matou a charada já no segundo comentário, menos de 10 minutos após a publicação do texto. Com sua rapidez e conhecimentos punkrockísticos, ele garantiu o seu exemplar autografado do livro Shell Script Profissional, inaugurando as barbadas de 2009 aqui no blog.

Mas se você não é o Jair, não fique triste! Tenho outra barbada especial, mas dessa vez é no blog Gotcha IT. O Wilton, dono do blog, avisou que ele está sorteando um exemplar do livro do piazinho agora no dia 9 de fevereiro. Corra que ainda dá tempo!

Por último, gostaria de fazer uma menção honrosa à Sulamita Garcia e ao Rudá Moura, meus amiguinhos que responderam à minha pergunta em seus próprios blogs, criando textos novos que apareceram na sequencia (nova ortografia sem trema, mais sobre isso daqui a pouquinho, tá?) no agregador Valeta. Confira:

Oi, tudo bem?

Ser nerd é... conversar por posts de blogs :)

Obrigado a todos pela participação!
2009.start() 

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27/06

Publicado em Matinhos, Mog, Música, Pessoal | 32 Comentários

BINGO!

Essa aconteceu na sexta-feira passada: eu e a Mog fomos no bingo. Ou melhor, fomos na mega-festa de São Pedro e lá jogamos o “binguinho”.

A Festa de São Pedro é o evento máximo de Matinhos: dura 10 dias, acontece todos os anos e já está em sua 64ª edição. O povo espera o ano todo pela semana da festa, vem gente de todos os balneários e cidades próximas.

A Praça Central (aquela, na frente da igreja) é tomada por barraquinhas de comida, mesas e cadeiras, área de bingo e palco para shows. Entrada franca. Tudo muito simples, sem frescurada.

Os jovens são atraídos pelos shows brega-sertanejos que acontecem no palco e os mais velhos são atraídos pelo bingo. Diariamente a dobradinha show+bingo lota a festa, fazendo a alegria dos comerciantes locais com suas barraquinhas de guloseimas.

Era o dia de abertura da festa. Tudo começa com uma missa, pois afinal, é uma festa religiosa. Pulamos essa parte e só chegamos por lá tarde da noite, quando já tinha começado o show sertanejo.

Paramos para ver o show, foi divertido! A banda era composta por dois cantores, um tecladista e um cara no acordeon. Com suas roupas e cabelos, digamos, diferentes, fizeram poses e passinhos sincronizados enquanto tocavam as músicas.

Lembrei daquele Miranda no Astros criticando uma banda sertaneja que foi tocar lá. Ele disse algo como “vocês tocam bem, mas deviam sair desse tema mulher & cerveja, é sempre a mesma coisa!”. Comprovei o fato :)

Beber, cair e levantar…

Mas tínhamos uma missão naquela noite: jogar bingo.

Ali ao lado era a área de bingo, com várias mesas de plástico e um tablado no meio, que abrigava os prêmios, o locutor engraçadão e o globo das bolotas mágicas.

Os prêmios em geral eram simples, como cestas de alimentos, panela de pressão, tábua de passar roupa, brinquedos toscos e utensílios domésticos em geral. Simples, porém valiosos para muitas das pessoas humildes que estavam lá. Com a cartela barata, todos podiam participar.

O preço era de R$ 2,00 cada cartela, que valia para quatro rodadas. Eu peguei uma e a Mog outra. Ela já conhecia, mas eu ainda estava sem saber direito como funcionava esse tal de bingo.

Sentamos. Tinha milho na mesa. Tá, o milho é para marcar na cartela o número que der na bolinha do globo do carinha do tablado. Isso eu entendi. Mas…

  • Quando ganha?
  • Se ganhar faz o quê?
  • Grita?
  • Levanta os braços?
  • Acena para o locutor?
  • Sobe na cadeira e grita SEEEEEEEIS PAPUDO?

Felizmente a Mog esclareceu minhas dúvidas de iniciante no misterioso mundo dos velhinhos empolgados: não precisava preencher a cartela toda. Bastava uma linha, coluna, diagonal ou “quatro cantos”. O indiozinho tosco no meio era uma espécie de curinga, valia como se estivesse preenchido. Se ganhar grita “bingo”.

Tá.

Ia começar a primeira rodada. Colocaram os prêmios ao lado do globo e a Mog ficou vidrada em um cesto de plástico (para colocar roupa suja). Era o prêmio da primeira rodada e ela disse “Eu quero esse cesto”. Até me assustei com tamanha determinação :)

O engraçado é que justo naquele dia nós tínhamos comentado que eu precisava de um cesto desses aqui em casa, pois eu colocava as roupas sujas no balde do tanque. Além de ser pequeno, é o balde do tanque, então tinha que tirar as roupas dali para usar. Nada prático…

Finalmente o locutor girou o globo e as bolinhas começaram a ser retiradas e anunciadas no microfone, de maneira estilosa:

  • “dois patinhos na lagoa é 22″
  • “é solito sete”
  • “trinta cravados”
  • “olha o número da sorte, 13″

E assim fomos marcando os números da cartela com os grãos de milho. Apesar de todo o pensamento positivo e desejo ardente da Mog, foi uma velhinha quem levantou a mão e bateu primeiro. O locutor conferiu os números, e para a decepção profunda de minha companheira, o cesto dos sonhos foi levado para outra mesa que não a nossa. Triste :.(

Mas a Mog não se abalou e concentrou seus desejos no prêmio da terceira rodada: uma cesta de alimentos com mantimentos básicos e algumas guloseimas.

Passamos a segunda rodada sem grandes conquistas numéricas, pois os grãos de milho estavam muito revoltados, não estavam querendo se alinhar.

Então começou a terceira que valeria a cesta da Mog. E não é que dessa vez os milhos começaram a se enfileirar? Eu lá com minha cartela vazia e a Mog esbanjando lotes ocupados. Comecei a prestar mais atenção na cartela dela do que na minha.

A boa sorte continuou e faltava só mais um para fechar aquela linha. Vem o 12, vem o 12, e o locutor falou “é uma dúzia, doze”. Hein?

— Aqui!, falou a Mog, com timidez.
— BINGO!, gritei empolgado, levantando e acenando o braço.

Uau, era verdade, tínhamos ganhado no bingo, já na terceira rodada! A Mog foi toda contente lá na frente levar a cartela e pegar a cesta. O cara conferiu os números, estava tudo certo. Mas…

Havia outra cartela para conferir, pois outro cara também tinha batido. Droga. O desempate foi no globo, ganhava quem tirasse o maior número. As bolotas iam de 1 a 75, o globo girou e a que caiu pra Mog foi: 7. É, aí ficou difícil :)

O cara tirou 35 e levou a cesta. A Mog voltou para a mesa toda desanimada por não ter ganho. Mas logo se conformou, dizendo que o cara parecia precisar daqueles alimentos muito mais do que nós. Melhor assim.

A quarta rodada não trouxe novidades e a brincadeira terminou. Foi divertido. Quase ganhamos! Quer dizer, ganhamos mas não levamos. Vamos de novo?

INTERVALO — Aproveite para tomar água e ir ao banheiro.

Já de volta? Vamos continuar então.

Dali alguns minutos começaria outra série de quatro rodadas. Confiantes de que a sorte continuaria, compramos novamente uma cartela cada um.

Havia outra cesta de alimentos nos prêmios, então a Mog já avisou o que queria ganhar. Mas outro prêmio inusitado chamava minha atenção: uma mangueira de jardim.

— Que bizarro seria ganhar uma mangueira no bingo, pensei.
— Vou ganhar a mangueira, disse confiante.
— Eu não quero essa mangueira tosca!, respondeu a Mog, indignada.

A rodada começou e infelizmente a cesta da Mog foi para outra pessoa. Hoje realmente não era o dia de ganhar a compra do mês… Então chegou a rodada da mangueira.

A Mog repetiu mais uma vez que não queria ganhar aquilo. Mas acho que ela não desejou direito, pois assim que as bolotas começaram a sair, os milhos começaram a lotar a sua cartela. Quanto mais números ela acertava, menos queria ganhar a mangueira tosca.

Eu até esqueci da minha cartela vazia e grudei os olhos na da Mog. Tinha várias possibilidades de bater, ela estava “na boa“. E mais uma vez, o locutor anunciou o número que faltava, bem aquele que eu estava olhando e torcendo.

— BINGO!, gritei empolgado, levantando os dois braços.
— Ãn?, a Mog respondeu.

O desinteresse pela mangueira era tanto que ela nem percebeu que tinha batido :) E dessa vez ela foi a única! Indignada e com vergonha, lá foi a Mog pegar seu prêmio exótico. Eu ri. Muito!

Com a mangueira amarelona novinha em cima da mesa, continuamos jogando as próximas rodadas. Cada vez que a Mog olhava para ela, resmungava que podia ter ganho o cesto de roupas ou a cesta de alimentos, mas ganhou uma mangueira tosca. Mais risadas :)

Ainda tentamos mais uma cartela para fechar R$ 10,00 gastos no bingo. Eram as últimas quatro rodadas da noite, mas não deu em nada, nossa sorte tinha sido esgotada na mangueira… Ou não!

Já era quase meia-noite, o bingo acabou e dava pena de ver a carinha de decepção da Mog por não ter ganho o cesto que queria. O pessoal foi embora e o lugar foi ficando vazio. Mas em uma mesa tinha uma velhinha que não saiu.

Agora é aquela hora mágica que uns chamam de mera coincidência, mas eu prefiro acreditar que há algo mais.

Lá estava, em pé ao lado de sua mesa, a velhinha que no início ganhou o cesto de roupas que a Mog queria. Ela também tinha ganho uma cesta de alimentos, então devia estar pensando como carregar tudo aquilo sozinha. Plim!

— Vou pegar teu cesto, Moguinha.

Catei a mangueira e fui conversar com a velhinha. Perguntei se ela tinha interesse em trocar o cesto de roupas pela mangueira. Ela olhou para o cesto, olhou a mangueira e disse: “Sim”.

Simples assim.

Voltei para nossa mesa carregando o cesto e a Mog não acreditava no que via. O rosto que segundos antes estava desanimado virou um sorrisão que brilhava de longe. Ela me abraçou forte e beijou, agradecendo.

Mas rapidamente fui trocado por um cesto tosco de plástico.

Ela se abraçou com ele e não largou mais. Sabe criança quando acaba de ganhar presente? Saímos da festa, e ela não largou o cesto. Voltamos para casa caminhando pela orla, e ela não largou o cesto. Ela não parou de falar no bingo e no seu cesto novo. Chegamos em casa uns 20 minutos depois e ela ainda não tinha largado o cesto ou parado de falar dele.

Conclusões:

  • Festa simples é massa.
  • Bingo é massa.
  • Gritar BINGO! é massa.
  • Foram os R$ 10,00 mais bem aproveitados de todos os tempos.
  • Ídolos é mais divertido do que Astros.
  • Pegue o limão (mangueira) e faça uma limonada — ou algo assim…
  • Não é preciso muito para ser feliz.
  • Ser trocado por um cesto dói, mas o sorriso dela vale o sofrimento :)

Neste sábado vai ter o Bingão que encerra a festa, que tem como prêmios principais um carro e uma moto. A Mog já falou que quer o carro. Já comprei quatro cartelas. E aí, será que rola? Ajude na torcida!

Atualização em 30 de Junho de 2008, por Mog:

Ai gente… Que empolgação que foi ir no bingo do carro neste sábado!

Eu e o Aurélio fomos munidos de QUATRO cartelas, canetas e prancheta. No maior esquema profissional e energia positiva na torcida pelo carro. Eu tinha certeza que viria dirigindo um carro zero pra casa, e que iria trocar meu querido fusca verde 71 por um celta vermelho zero.

Mas não deu… Matinhos inteira estava presente na festa, e quando eu e o Aurélio estávamos animados que meia cartela já estava cheia, vinha o locutor e anunciava que alguém já estava “na boa”.

Não ganhamos nada nesse bingo…

Daí, meio tristonhos por não conseguirmos ganhar nenhum dos prêmios do grande bingo de Matinhos, fomos dar uma volta pela festa e paramos para ver o binguinho. O esquema era o mesmo da semana passada, quando ganhamos um cesto (quer dizer, mangueira…): 2 reais pela cartela, podendo jogar 4 rodadas. Quando eu vi que um dos prêmios era um FRANGO ASSADO, não resisti.

— Vamos comprar uma cartela Aurélio? Eu quero ganhar o frango!

Aurélio ri da minha cara, e vai todo animado comprar a cartela. Namorado bom é como esse: tosco e topa qualquer tosquice. O amor não é lindo?!

Só que eu juro que achei que fosse um vale-frango, de alguma padaria ou lanchonete… Mas vocês não vão acreditar! O frango estava presente de corpo (e alma?) em cima do tablado, junto com os outros prêmios “normais”, tipo bonecas, bicicletas, cestas de guloseimas…

Daí que eu fiquei mais atentada ainda pra ganhar um frango! Imagina que arraso não ia ser desfilar pela festa com um frango assado debaixo do braço?

É, mas infelizmente estávamos azarados nesse dia. Nada de carro, nada de frango. O jeito foi se animar com o show que tava rolando, com um cantor-tecladista cego, cantando “cair, beber e levantar”. De novo.

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31/03

Publicado em Mog, Música, Pessoal, Sonzeira do Mês | 31 Comentários

Existe Emo de meia idade?

Vestidos socialmente, estávamos eu e a Mog, sábado à noite, no salão de festas do Posto Rudnick, ali pertinho de Joinville. Era o baile de formatura de seu irmão. Usávamos aqueles adereços divertidos, tão comuns em festinhas atualmente: pulseiras fluorescentes, óculos escuros de plástico tipo Olga e tiara de pompom.

Mog Quando eu tava colocando aqueles apetrechos, me perguntei porque me divirto fazendo aquilo. Aquelas coisas definitivamente não combinam comigo. Mas é a segunda vez que eu e o Aurélio vamos secos catar as coisinhas e nos enfeitar. Mais uma vez ele colocou uma gravata ridícula de borracha, e um óculos azul estilo Ray Ban. Ahhh, vou entregar! Ele tentou me seduzir com a gravata falando algo de “calma cocada” e disse que aprendeu isso na Praça é Nossa. Meu, esse meu namorado é muito tosco! Praça é Nossa… tsc, tsc.

Ai que vergonha. Tô escrevendo no blog!

Animados, dançávamos ao som da banda que tocava ao vivo todo seu repertório de músicas pop. Tocaram as obrigatórias Macho Man, Y.M.C.A., It’s Raining Man e I Will Survive. Também vieram alguns forrós, axé e country. Divertido mesmo foi a música alemã (pense Oktoberfest), que com seu ritmo acelerado não deixou ninguém parado. A boa surpresa foi terem tocado That’s What I Like, o clássico medley de rock anos 50 do Jive Bunny. Só saímos da pista de madrugada, quando começaram a tocar funk carioca. Agüentar Atoladinha e Créu, não dá.

Mog Detalhe: nós não sabemos dançar. Mas podem nos convidar pra formaturas, casamentos, baile de 15 anos; e verão um show na pista! Os dois dançando desengonçadamente por HORAS com um sorrisão no rosto. É Joinville, aqui sempre toca música alemã. Queria que tocasse o quê na Vila do João? Mas a minha mãe reclamou que faltou o clássico Zig-Zag. Essa sim é divertida de dançar com a alemoada! Funk? É, é triste dançar isso. E só se eu tirar algumas costelas pra conseguir rebolar igual àquelas gurias…

Sedentos, paramos no balcão do bar e pedimos dois sucos de morango. Como dois viajantes perdidos no deserto, ficamos hipnotizados com aqueles copos reluzentes que vinham flutuando em nossa direção, trazidos em uma bandeja. Foi o melhor suco de todos os tempos da última semana. Encorpado e BEM gelado, era quase um sorvete que esfriava os radiadores já fervidos de dois corpos cansados pela maratona musical.

Mog Olha o orgulho da geração saúde: mamãe da Mog bancou váaarios whiskys 12 anos para comemorar a formatura do filhinho conhecido como Highlander da UDESC, pois demorou apenas 12 anos para se formar. Mesa cheia de bebida, família já toda travada e de língua enrolada, e o casal exemplo aqui vai tomar suquinho de morango. Lindo né?! O garçom até estranhou. Também…

Hidratados, decidimos voltar à nossa mesa. Cruzando o salão, eis que começa a tocar uma música do NX-Zero. Você sabe, aquela banda Emo que a molecada adora: franjinhas, maquiagem e cara melancólica.

Mog Molecada…. Aham. Engana os leitores, engana. Eu já ouvi um certo moleque de 30 anos falar muitas vezes “Meu, essa banda é muito boa!”. Te entreguei! Te entreguei! Te entreguei!

Surpresos, percebemos que em uma das mesas, um casal de meia idade cantarolava o refrão meloso: “Por você, posso esperaaaar“, com a naturalidade de quem conhece e aprecia a música. A cena simplesmente não encaixava. Um senhor com cerca de 50 anos, de terno e gravata, copo de whisky na mão, fã de NX-Zero? E sua esposa, naquele longo vestido conservador que senhoras usam para disfarçar as marcas da idade, cantando todo o refrão? Bizarro.

Mog O engraçado foi que o Aurélio passou e viu a cena, e eu estava mais atrás e isso também me chamou a atenção. Um olhou pra cara do outro mais a frente e: “Tu viu aquilo? Que bizarroooo!”. Eles estavam sentados meio desanimados (fofoca: devem ter brigado) e cantavam a música cada um do seu canto. Muito estranho! Estavam cantando pra si uma música adolescente, que parecia algo muito próximo deles. Meu, EU não sei cantar aquela música!

Desnorteados, precisamos de sua ajuda para entender o que aconteceu.

  • 1. Os filhos adolescentes do casal esqueceram o CD do NX-Zero no som do carro dos pais, que, não sabendo como voltar para a rádio CBN, acabaram tendo que ouvir as músicas da banda por vários dias consecutivos?
  • 2. No desespero de tentar entender porque seus filhos adolescentes estão tão depressivos, os pais começaram a ouvir as mesmas bandas que eles, procurando respostas na letras das músicas?
  • 3. Para parecerem mais jovens, além de plásticas e roupas moderninhas, agora os adultos também estão consumindo músicas adolescentes para serem “cool”?
  • 4. O NX-Zero foi no programa do Raul Gil, conquistando uma legião de fãs no público adulto, tocando fundo nos corações experientes?
  • 5. A Ana Maria Braga recomendou o CD do NX-Zero enquanto cozinhava uma panqueca de atum light?
  • 6. O Roberto Carlos regravou a música do NX-Zero?
  • 7. O suco estava batizado com cachaça e tudo não passou de alucinação coletiva de dois?

MogAh, a Ana Maria Braga só recomenda o CD tosco-plágio de auto-ajuda dela agora. E o Roberto Carlos é um véio adolescente, que jura que não fez plástica. Suco com cachaça? Olha, acho que mesmo bêbada eu veria aquela cena… Eu voto na alternativa 4! É bizarra, por isso combina com a cena! E tu?

Dê seu palpite!
Vote em uma das alternativas ou invente uma explicação mirabolante :)

E a participação especial da Mog aqui no blog, você gostou?

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25/12

Publicado em Música, Sonzeira do Mês | 14 Comentários

Mensagem de Natal Punk

Ho Ho Ho!

Cansado(a) de receber cartões de Natal com figurinhas fofinhas e mensagens profundas que tocam no âmago de sua alma?

Nada tema, o Papai Noel Punk vem salvar esta data tão especial, trazendo-lhe uma mensagem crua e depressiva!

;)

Cólera – É Natal?!

É Natal?! Se é Natal não sei!

Os pobres ficaram bem mais pobres
Os ricos muito muito ricos
O comércio fica aberto dia e noite

Os presentes e chantagens
Todos trocam sem pensar
Para no dia seguinte se odiar

Os assaltos multiplicam
Guerras seguem sem parar
Matam animais à toa, só para treinar

Não preciso de pretexto
Não preciso de Natal
Todo dia é importante
Todo dia é igual

Garotos Podres – Papai Noel

Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
Cospe nos pobres

Mas nós vamos seqüestrá-lo
E vamos matá-lo

Por que?
Aqui não existe Natal

Vandals – Hang Myself From The Tree

O Natal é o inferno na Terra
Nada pior do que estar depressivo e ouvir um “seja feliz”
Temporada de suicídios, eu sei o motivo
O Natal me lembra que não tenho nada

Não tenho namorada, nenhum amigo nem família
Este será outro Natal solitário
Não tenho o que comer nem o que comemorar
Então vou me enforcar na árvore de Natal

É o fim da esperança, não vou escrever uma carta
Pois ela não seria endereçada a ninguém

Ninguém dirá “adeus”, ninguém vai chorar
O Natal continuará sem mim
Minha vida agora está completa
Então vou dormir, para sempre…

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30/11

Publicado em Mac, Música, Software, Sonzeira do Mês | 49 Comentários

Rádio + Internet + iTunes

Engraçado. Já faz um ano e meio que entrei na era da ADSL, mas foi somente há poucas semanas que “descobri” as rádios pela Internet.

Sempre que ia para Curitiba passar uns dias na casa da mãe, tinha que levar a coleção de CDs para ouvir enquanto trabalhava. Sem som não há trabalho. Ah sim, meu escritório é portátil ;)

Um belo dia estava eu lá fuçando nas configurações do iTunes quando resolvi ativar o ícone de Radios na barra lateral.

— Como assim rádios?
— Vamos ver…
— Ahhhhhh, que legal!

E assim foi, com muitos anos de atraso, minha entrada na “modernidade” das rádios transmitidas pela Internet…

Que maravilha. Eu não precisava mais carregar todos aqueles CDs, bastava uma conexão com a Internet e eu poderia ouvir a sonzeria. Mas o maravilhamento da descoberta rapidamente tornou-se uma frustração, pois meu gosto musical é, digamos, não pop.

Primeiro que não tinha Punk Rock nem Hardcore na lista de categorias das rádios. Putz, isso não vai dar certo… Mas tá. Comecei a me aventurar nas categorias Alternativo e Rock. Eu odeio ter muitas opções para escolher, e para meu desespero, cada categoria tinha mais de 100 rádios listadas.

— Ah, para!
— Eu não vou ficar ouvindo uma por uma até achar uma legal…
— Droga.
— Acho que não tem outro jeito.
— Deixa eu escolher uma ao acaso, vai que estou com sorte hoje.

Click. Espera carregar… Palha. Click. Espera… Palha. Click… E assim foi. Após várias tentativas que me fizeram ouvir de Britney Spears a bandas de splatter metal (ou algo assim), desisti.

— Será que ninguém criou uma rádio de hardcore?
— Bem, se existe, o Google sabe.
hardcore radio internet, Enter.
— Ah, agora sim!

Navegando pelos resultados do Google, finalmente comecei a ouvir hardcore pela Internet. Quer dizer, tentar ouvir. Ou o som era muito ruim, pior do que minhas fitas k7, ou era tão bom que minha conexão não agüentava baixar, ficava parando toda hora.

— É.
— Acho que esse negócio de rádio pela Internet não funciona.

Mas eu estava obstinado. Tinha que haver uma rádio de qualidade média que tocasse a sonzeira que eu gosto! Quando estava quase desejando ter novamente meu toca-fitas do carro, finalmente encontrei: Radio Electracks.

Toda a turminha estava lá, em uma qualidade suficientemente boa para ouvir por horas seguidas, porém sem engasgar a transmissão: NOFX, Lagwagon, Bad Religion, Pennywise, No Use For A Name, No Fun At All, Millencolin, Ten Foot Pole, Descendents, Blink 182, Yellowcard, Face To Face, Box Car Racer e até o Toy Dolls! De brinde ainda vieram Linkin Park, System Of A Down, Iron Maiden, Sepultura e Body Count.

Além destas, também tocam outras bandas bacanas. A que mais gostei de conhecer foi a Dropkick Murphys, com seu hardcore celta (!!?!) com acordeão e outros instrumentos estranhos. Definitivamente essa rádio foi um achado.

Radio Punk Alanis
Bem, nem tudo é perfeito ;)

Tentei algumas rádios nacionais, mas parece que a maioria te força a ouvir pelo próprio site deles, com aqueles bonitos lindos joiados tocadores em Flash que pipocam na tela, com suas propagandas piscantes.

Olhando o código-fonte (HTML) dos sites é possível ver o endereço de onde estes tocadores puxam as músicas. Alguns funcionaram no iTunes, outros não. Felizmente a rádio rock de Curitiba (91,3) funciona!

Imagino que você não queira passar por todo esse transtorno de procurar rádios boas e pescar o endereço completo para poder ouvir no seu tocador preferido. Se aceitar uma sugestão, aqui está a seletíssima lista de quatro rádios que não me fazem vomitar ;)

91 Rock News (Curitiba)

De manhã (7 às 9) sempre tem entrevistas legais e dicas de informática, emprego, saúde, etc. Toda segunda às 23 horas tem o 91 Punk Radio, excelente programa. No mais é pop rock sem apelação.

http://91rocknews.serverplace.com.br:4055

Batanga Brasil

¡Saludos Batangueros! A Mog gosta de MPB, mas é claro, não tenho quase nada disso em minha coleção… Então essa rádio também foi um achado. Para quem curte ;)

http://music.batanga.com/iTunes/listen.pls?StationID=26

Electracks

Hardcore melódico e um pouco de metal. É a que mais ouço, muito boa mesmo.

http://64.202.98.132:6390

Gabba Gabba Radio

Você sabe o que é Gabba Gabba Hey? Então você sabe qual banda essa rádio toca o dia todo, todos os dias. Show de bola! Pena que a qualidade não é aquelas coisas…

http://76.17.132.22:8666

Para ouvir estas rádios no iTunes, clique em Advanced > Open Stream (Command-U) e cole o endereço. Para ouvir em outros programas, não sei. Mas o endereço da rádio é o mesmo, basta achar onde preencher.

E você?
Tem dicas de rádios legais para compartilhar?
Quais você ouve?

Atualização em 5 de Março de 2008: O leitor Rodrigo Chacon fez uma lista m3u de todas as rádios citadas no texto. Este formato é entendido por vários tocadores, inclusive o iTunes. Assim basta passar este arquivo para ele e todas as rádios serão adicionadas de uma vez. Muito prático!

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31/10

Publicado em Curitiba, Música, Sonzeira do Mês | 15 Comentários

Show do No Use For A Name (NUFAN) em Curitiba

No Use For A Name em Curitiba Com 20 anos de banda, esta é a primeira vez que o No Use For A Name (NUFAN para os íntimos, No Use para os mais íntimos) vem ao Brasil. Esta é uma de minhas bandas preferidas, que já escuto há mais de 10 anos. Como eu estava em Curitiba aproveitando o último final de semana de minhas férias, fui lá ver os caras.

O show aconteceu no dia 11 de Agosto de 2007, na Hellooch, antigo Moinho São Roque. Lugar grande, enorme, gigantesco. Nada a ver com um show de hardcore. Não tinha muita gente no início, só encheu mesmo no show principal.

O No Use pode ser considerado como um dos “pioneiros do Emo” no hardcore, pois eles sempre tiveram um som mais melódico e suas letras são emotivas. Mas diferente do “chororô balançante” da nova geração, seu som é rápido e rasteiro, um tapa na orelha, como manda a boa e velha cartilha HC.

A banda (EMO) de abertura

Não percebendo essa diferença crucial de gerações, a organização escalou uma banda Emo para abrir o show. Parece que o nome era Sparta. Cinco piás trajados de Emo, com direito a franjinha no olho e cara de por-favor-me-bata.

Como a maioria do público era formada pela geração pré-emo, que conheceu o hardcore pelas bandas da Epitaph e Fat Wreck Chords, o previsível aconteceu: a banda recebeu uma recepção gélida e apática, que já é marca registrada dos curitibanos.

Visualize a cena: todo o público em pé em frente ao palco, imóvel, olhando a banda sem esboçar reação.

Mas além da indiferença, a banda também foi hostilizada. Confira algumas das manifestações que aconteceram durante o show:

  • Braços levantados, balançando de um lado para o outro, com o dedo médio levantado em ambas as mãos.
  • Braço levantado com um isqueiro aceso, típico de shows românticos.
  • “Casais” de machos dançando desengonçadamente, tipo valsa.
  • Coro bradado em alto volume: “Emo! Viado! Tá no show errado!”.
  • Aplausos calorosos somente quando o vocalista disse “Agora vamos tocar a saideira”.

Eu admito que os piás tocavam bem e as melodias eram criativas. Mas eles não souberam reagir ao “freezer curitibano” e a banda empolgada das primeiras notas deu lugar a um quinteto acanhado que parecia querer sair daquele palco o mais rápido possível.

Eu curto algumas bandas Emo, como Yellowcard, Rufio, The Used, NX Zero e até mesmo a “Emo.” (colocar ponto no nome da banda é mega Emo). Mas nunca tinha visto ao vivo. Simplesmente não combina. O cara tirando um riff pesado na guitarra e ao mesmo tempo balançando o corpinho como se estivesse ouvindo um Fábio Jr… Sério. Nadaver.

A segunda banda: Boobarellas

Depois veio o Boobarellas, um trio local que detonou a banda anterior (que eram 5 integrantes) em termos de peso, velocidade e pegada. Menos é mais.

No intervalo das músicas eles jogaram vários CDs para a platéia, isso foi bem simpático, além de ajudar muito na divulgação da banda. Apesar de suas músicas serem bem animadas e empolgantes, todos queriam mesmo era ver a banda gringa.

No Use For A Name em CuritibaEnfim, o No Use

Primeiro tocou uma música eletrônica dançante, depois as cortinas abriram e já de cara eles mostraram que vieram com gás. As músicas foram tocadas bem rápidas e surpreendentemente o som estava muito bom. Era possível ouvir bem o vocal e todos os instrumentos. Isso é realmente estranho em um show de hardcore :)

A roda de pogo começou já no início da primeira música e durou todo o show, sem pausas. Foi uma roda boa, com somente alguns poucos manés que não sabiam “dançar” e estavam batendo “errado”.

Em um momento de pausa o vocalista disse que eles já tinham passado pelo Chile e Argentina (vaias após o pronunciamento dessa palavra), mas que gostaram mais do Brasil. Várias vezes repetiram “vocês são incríveis” (amazing), eles pareciam realmente estar curtindo muito fazer aquele show.

Apesar das músicas do No Use serem em inglês, muitas pessoas sabiam cantá-las. O coro em uníssono é algo que não se explica, só estando lá para experimentar. Arrepia mesmo.

Na noite gelada curitibana, voltei para casa suado e fedido, com dores fortes nos braços, tronco e pés. Muitas pancadas durante o show. E claro, o sorriso estampado no rosto. Ah, como é bom pogar… Nada como sair do show com aquela sensação de “missão cumprida”: vim, cantei, chutei :)

Dê uma olhada neste vídeo, para sentir um pouco o clima do show:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gc-LPVGE4Ko]

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12/10

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Garoto-propaganda FNAC

Raramente leio jornal. Esses dias tinha uma Gazeta do Povo (jornal de Curitiba) ali por cima, resolvi dar uma folheada.

No meio do jornal, aqueles panfletos coloridos de propaganda. Um em especial me chamou a atenção, pois tinha videogames (Wii, X-Box e Playstation). Resolvi passar os olhos antes de amassar e jogar fora.

Ah, é da FNAC. Caro. Caro. Caro. É não vai ser neste dia das crianças que eu vou me dar de presente um videogame… Mas ei! Eu conheço esse desenho!

Panfleto FNAC
O que é que eu estou fazendo aqui?

Os leitores mais antigos do site já devem estar reconhecendo este desenho, lá das fotos toscas. O homem-palito tocando bateria, sou eu. Quer dizer, de certa forma :)

Tá, eu explico. Senta que lá vem a história…

Certa vez, lá por 1999, espremi o pouquíssimo talento gráfico que fui agraciado no nascimento e após várias tentativas frustradas e papéis amassados, consegui desenhar a banda toda no (tosco) estilo palitos:

DUMBS palitos

Essa “obra” acabou indo para o site da banda, para servir como nossa “foto”, já que quatro feiosos juntos não são nem um pouco fotogênicos.

Um tempo depois tinha uma camiseta branca de bobeira por perto. A caneta para tecido estava na gaveta. Desenho fácil, nem pensei duas vezes. Pintei a camiseta com a estampa da banda-palito. Até que ficou legalzinha.

Pena que não tenho nenhuma foto da camiseta, pois a mãe a confiscou para pano de chão e depois ela desintegrou-se, uma lástima :)

Os leitores mais atentos do site e do blog também podem ter percebido que este mesmo desenho tosco foi aproveitado para fazer o logotipo do curso de bateria Baterna. Editei o desenho original, deixei somente a bateria e fiz umas firulas no Inkscape para ficar mais “cool”.

Baterna - Curso de bateria para quem não tem bateria

Acompanhe comigo, como são as coisas:

  • Perdi um tempinho de minha vida rabiscando esse desenho tosco em 1999.
  • Ele serviu para ser “a foto” da banda no site em 1999.
  • Ele serviu como estampa de camiseta em 2000 (acho).
  • Ele serviu como logotipo para um curso de bateria em 2006.
  • Agora ele serviu para “decorar” um panfleto da FNAC em 2007.

Quem diria que um troço tão tosco, feito nas coxas em poucos minutos, poderia ter uma utilidade e longevidade dessas. Oito anos!

E pasmem, vasculhando minhas pastas antigas aqui, no meio das tralhas da banda encontrei os originais do desenho! Direto do túnel do tempo, o presente encontra o passado:

DUMBS palitos - original do papel

Moral da história: Não importa o quão idiota possa parecer uma idéia… Bem… Ela continuará sendo uma idéia idiota, mas pode ser que sirva para alguma coisa :D

Atualização em Março de 2008: Nos comentários deste texto muita gente sugeriu que eu abrisse um processo contra a FNAC. Nos comentários também, a agência responsável pela criação do panfleto entrou em contato explicando o que aconteceu. Gostaria de deixar registrado que conversei com a agência e a situação foi resolvida. Se em um primeiro momento eles falharam ao usar um desenho sem autorização, depois de tomarem conhecimento deste texto, fizeram questão de resolver o assunto. Acredito que não houve má-fé por parte da agência, apenas descuido.

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30/06

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Rap e Metal, um casamento que deu certo

O flerte entre o Rap e o Metal começou na década de 80 e após vários anos de namoro, com tentativas e experiências, hoje essa união está bem consolidada como um gênero musical popular e rentável.

Sabe o Linkin Park? Eles misturam rap e rock pesado, fazendo um som poderoso mas ao mesmo tempo dançante. Mesmo que “dançar” nesse caso se resuma a balançar a cabeça ou fazer uma ginga que acompanha a levada da música. Eles são rotulados de rapcore, Nu Metal e Metal Adidas.

  • Rapcore é a fusão entre o rap e o hardcore.
  • Nu Metal, também chamado de New Metal, é um termo que define as bandas que misturam o metal com outros gêneros, entre eles o rap.
  • Metal Adidas é o “apelido” que as bandas de Nu Metal receberam no início, pois a Adidas patrocinava a maioria delas.

Mas isso é história recente, é o resultado de um movimento que começou há décadas atrás. Acomode-se confortavelmente na cadeira e prepare-se para uma viagem no tempo.

Voltemos ao ano de 1975. A banda Aerosmith lança seu álbum Toys in the Attic. Ali havia uma pérola escondida, esperando para ser descoberta e ganhar o mundo, chamada Walk This Way. Você já ouviu, com certeza. Começa com a bateria, depois entra a guitarra com a melodia que gruda na cabeça.

A música fez sucesso na época. Legal.

Mas o sucesso mesmo veio mais de uma década depois, quando em 1986 os rappers do Run-D.M.C. regravaram a música, contando com a “canja” do vocalista e do guitarrista do Aerosmith.

Mas hein? Rappers e roqueiros em uma mesma música?

Run DMC
É, Run-DMC, bitch!

E pela primeira vez o mundo pop ouviu uma mistura viciante de guitarras com bateria eletrônica, scratches e o vocal descompassado do rap. Foi um sucesso imediato. Se você ainda não ouviu essa versão, vá já no YouTube!

No ano seguinte (1987) surge a banda Biohazard, uma das primeiras a investir no estilo rap+metal. O famoso Rage Against the Machine veio depois, em 1991, também apostando na mistura.

Ainda inspirada pela clássica Walk This Way e sua “jam” entre roqueiros e rappers, em 1993 a trilha sonora do filme Judgment Night contava somente com músicas que repetiam a fórmula, juntando artistas de ambos os estilos em composições únicas e exóticas. Acompanhe as parcerias (rock na esquerda, rap na direita):

Judgment Night

  • Helmet & House Of Pain
  • Teenage Fanclub & De La Soul
  • Living Colour & Run DMC
  • Biohazard & Onyx
  • Slayer & Ice-T
  • Faith No More & Boo-Yaa T.R.I.B.E.
  • Sonic Youth & Cypress Hill
  • Mudhoney & Sir Mix-A-Lot
  • Dinosaur Jr & Del tha Funkee Homosapien
  • Therapy? & Fatal
  • Pearl Jam & Cypress Hill

Esse álbum é um clássico. Recomendo MUITO. Tem alguns clipes no YouTube.

Mas prepare-se que não será uma audição fácil. Você provavelmente não vai gostar na primeira ouvida. As músicas são densas, conceituais, experimentais.

Lá pela terceira ou quarta vez você começa a perceber como essa combinação de peso e balanço é gostosa. As guitarras garantem a energia e poder que os ouvidos roqueiros estão acostumados. Porém a levada quebrada da bateria, juntamente com os vocais rappers, fazem seu corpo balançar. Sim, roqueiros também dançam!

A minha música preferida desse álbum é a Disorder, com o rapper Ice-T cantando junto com a sonzeira destruidora do Slayer. O Tom Araya também grita, é claro! A do Helmet é boa também, com barulhos de furadeira e sino de igreja.

Esse álbum me traz ótimas lembranças da adolescência, da época em que havia o Sindicate em Curitiba, uma casa noturna que tocava muito rap e hip-hop e tinha uma pista de skate do lado de fora.

Os megahits eram: Jump Around! Boom sha lock lock boom! e Heeeey Hoooo Heeeey Hoooo.

Você saía na noite para curtir um som, olhar a mulherada rebolar e ainda dava uma bandinha com o carrinho. Perfeito. Ah, tinham as gurias que subiam nas caixas de som para dançar, de saia. Nossa, o que mais um adolescente virgem poderia querer da vida? :)

Por falar em Ice-T (que também é ator Hollywoodiano), o cara gostou tanto dessa brincadeira de cantar ao som de guitarras que acabou montando sua própria banda de rapcore, o Body Count (In da raus!).

E as referências vão se interligado, indefinidamente…

Eu confesso que não sou fã de rap.
Eminem é legal às vezes. Pensador também.
Mas rap com hardcore ou metal, detona!
E você, curte alguma banda do estilo?

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31/05

Publicado em Música, Sonzeira do Mês | 67 Comentários

Hino Nacional Brasileiro


Bandeira do BrasilMe pesou a consciência ter maculado nosso Hino no anúncio do MiGuXeiToR, então vou tentar me redimir dedicando a coluna Sonzeira do Mês de Maio a ele.

Primeiro, um pouco de história para você lembrar-se da época em que tacava bolinhas de papel na cabeça de seus coleguinhas:

O hino nacional foi tocado pela primeira vez em 1831, ele foi tocado por quase um século sem ter oficialmente uma letra. Foram muitas as tentativas de acrescentar um texto à música que não deram certo, pois em sua maioria não possuíam versos bons: alguns eram carregados de ressentimentos e insultavam os portugueses; outros eram cheios de bajulações ao soberano reinante. Assim, só em 1909 a composição de Francisco Manuel da Silva ganhou a letra de Joaquim Osório Duque Estrada. No ano de 1922, Epitácio Pessoa oficializou a letra como Hino Nacional Brasileiro. (saiba mais)

Lembrou? Então agora você já pode ir até a página do Hino na Wikipédia para saber mais sobre sua criação, seus autores e história. Há também algumas curiosidades. Você sabia que a parte instrumental no início do Hino possuía uma letra? E bater palmas no final, pode ou não pode?

Você sabe toda a letra do Hino Nacional de cabeça? Quando eu estava no colégio e cantava sempre, sabia. Hoje tem algumas partes em que troco as bolas ou esqueço das palavras. “Braço forte” e “estrelado” já não me pegam mais, mas depois do “Salve! Salve!” é uma vergonha: canto “Brasil, nãnãnãnã” e vou murmurando baixinho até ouvir o cara do lado cantando para saber qual das frases é agora…

Sempre fico emocionado e canto com bastante vigor a parte final:

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte,
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Se você também tem dificuldade para entender do que fala a letra, já que as frases usam ordem indireta (tudo trocado de lugar) e palavras antigas, confira as versões mais amigáveis: Hino Nacional em ordem direta e simplificado. Veja o mesmo trecho citado anteriormente, agora na versão simplificada:

Mas se levantares a arma forte da justiça,
Verás que um brasileiro não foge de uma luta!
E quem te adora não tem medo nem da morte.
Brasil, Pátria querida,
Entre tantas outras nações,
Tu és a mais adorada.

E que tal ver a letra do nosso Hino traduzida para outros idiomas? Em uma rápida pesquisa já pipocaram vários: inglês (traduções literal e livre), alemão, espanhol, francês, italiano e polonês. Se eu fosse um índio, ia me sentir ofendido em cantar o Hino de uma pátria que me foi imposta com barbárie, mas como curiosidade há traduções para o Tupi e o Guarani.

Tá, você já decorou a letra. Que tal praticar a cantoria agora, para fazer bonito quando precisar cantar o Hino em praça pública? Levante-se da cadeira, fique com o corpo reto, e olhando para o horizonte com um semblante de respeito à sua nação, cante com o Karaokê do Hino (MIDI).

Depois que ficar craque no karaokê, encare o desafio final de cantar o Hino junto com a banda e coral do Exército Brasileiro. Achei essa versão muito chocha, faltou emoção. Ainda mais vinda do Exército. Eu esperava brados retumbantes e batidas fortes, mas não passou de uma execução normal… Se teu computador sabe o que é um arquivo OGG, há versões instrumental e de coral feitas pelo Ministério da Educação. Estas estão mais empolgadas.

Por fim, se você for músico e quiser tocar o Hino, basta ler a partitura. Os nomes Encore e Finale te dizem algo? Então baixe os arquivos daqui.

Ufa! Acho que me redimi.

E você, tem alguma história, link ou informação adicional sobre o Hino? Contribua com esse texto, participando nos comentários!

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